quarta-feira, 4 de abril de 2007

Quero um bicho

Apesar de ser um blog voltado para o estudo de Artrologia, será abordado um assunto muito comum atualmente. Animais de estimação abandonados na rua.
Nas rua, praças e lugares públicos, é possível encontrar algum cãozinho ou gatinho solto, vagando por aí. Vivem a mercê do tempo e da sorte, enquanto não morrem por alguma doença, atropelados ou levados pela carrocinha.
Todos os animais, incluindo seres humanos, se não tratados com o apropriado cuidado (tais como vacinas, vermifugação, carinho, local adequado para se viver) irão desenvolver algum tipo de doença, seja esta psíquica ou física. Cães e gatos, não são diferentes. Cães e gatos abandonados na rua, provavelmente irão obter algum tipo de doença, que pode ou não ser infecciosa ao homem, mas que certamente ira causar algum desconforto ao animal. E sendo assim, consequentemente a sociedade.
É importante avaliar diversos tópicos antes de adquirir um animal de estimação. Cães e gatos vivem aproximadamente ate os 14 anos, alguns podendo viver ainda mais (tive um dachshound q viveu 17 anos, morreu recentemente). Necessitam de alimentação adequada a raça, idade, e condição física, de cuidados preventivos com a saúde, de cuidados eventuais quando pegar alguma doença, de muiiiiito carinho e muita atenção. Assim como nós.
Muitos dizem que são eles, os melhores amigos que uma pessoa poderão ter. São leais, muito afetuosos e se importam sim com os maus cuidados e falta de atenção.
Existem milhares de casos onde a pessoa por impulso adquire um animal, e com o tempo lhe abandona na rua. A prova disso são as ruas, de quase todas as cidades.
Apesar de tanta crueldade e egoísmo, existem outras diversas pessoas concientizadas e dispostas a concientizar. E mais legal ainda... dispostas a ajudar o encontro entre homem e animal, em uma relação de amizade e carinho, como se deve ser.
Com essa finalidade surgiu o site Quero um bicho, que juntamente com milhares de outros, divulgam a concientização de cuidado com o animal, a recolher animais de rua, e os colocam a adoção.






segunda-feira, 2 de abril de 2007

Displasia Coxofemoral


A displasia coxofemoral (DCF) tem-se destacado ao longo dos anos como a patologia mais estudada pela medicina veterinária ortopédica e disseminação congênita através de vários genes (mais de 100) mais a relação com a displasia de cotovelo são os temas dos estudos mais recentes que se concentram nos cães, sendo que as pesquisas envolvendo gatos representam apenas uma pequena parte destes estudos (Maki et al., 2000).
A Articulação Displásica
A DCF é descrita como a má formação das estruturas articulares com graus variáveis de luxação, afetando machos e fêmeas em igual proporção podendo estar presente em uma ou ambas articulações (Henricson et al., 1966).
É causada por um fator poligênico recessivo (Montgomery, 2000) com lesões agravadas por fatores ambientais desfavoráveis como terrenos em declive e pisos lisos. O excesso de exercícios com sobrecarga muscular também contribui para o agravo dos sintomas (Bennett e May, 1995).
A displasia é uma doença genética que causa degeneração das estruturas articulares gerando graus diversos de artrite e artrose o que causa uma grande sensibilidade dolorosa e devido à luxação que ocorre em graus variáveis, o animal pode chegar a ficar completamente paralisado.
O primeiro passo para o desenvolvimento da artrite é uma lesão na cartilagem articular devido a uma anormalidade biomecânica por um desenvolvimento defeituoso hereditário, da articulação coxo-femoral.
Não é possível prever quando um cão displásico começará a apresentar sinais clínicos de claudicação devido à dor. Existem muitos fatores ambientais com a ingestão excessiva de alimentos calóricos, o nível de exercícios a que o animal é submetido e o tipo de piso em que vive são fatores que agravam a doença.

Exame Radiográfico
A incidência padrão, adotada pela OFFA, para o exame radiográfico é a ventrodorsal com os membros paralelos entre si e em relação a coluna vertebral, com rotação medial de forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares (Kealy e Mcallister, 2000).
Para realização deste exame é necessário o uso de sedação para proporcionar ao animal um grau de relaxamento muscular adequado, evitando assim, um posicionamento incorreto (Sommer e Griecco, 1997).
Os animais avaliados devem ter idade mínima de 24 meses e o grau de lesão é dado através da avaliação morfológica das estruturas articulares e da mensuração do índice de Norberg (Douglas e Willianson, 1975).
Os sinais radiográficos comuns a todas as espécies são o raseamento acetabular, incongruência entre a cabeça femoral e o acetábulo com graus variáveis de luxação, deformação da cabeça e colo femoral e sinais de artrose nos casos crônicos (Kolde, 1974).



Texto e Imagens : Radiologia Veterinária


Articulações

Articulações

A artrologia como parte da anatomia estuda a composição das articulações, ossos e suas relações entre si.
As articulações se classificam em diversos tipos,
observando-se o tipo de movimento que proporciona, os ossos e características dos mesmos que participam deste movimento.
Podem ser classificadas em Fibrosas, Cartilaginosas e Sinoviais.

  • Fibrosas (Sinartrose)

As articulações fibrosas incluem todas as articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido conjuntivo fibroso também conhecido como ligamento sutural. Há dois tipos principais de articulações fibrosas: Suturas e Sindesmoses, dependendo em parte do comprimento das fibras de tecido conjuntivo que mantém os ossos unidos.

.. Suturas

Nas suturas as extremidades dos ossos têm interdigitações ou sulcos, que os mantêm íntima e firmemente unidos. Conseqüentemente, as fibras de conexão são muito curtas preenchendo uma pequena fenda entre os ossos. Este tipo de articulação é encontrado somente entre os ossos planos do crânio. Na maturidade, as fibras da sutura começam a ser substituídas completamente, os de ambos os lados da sutura tornam-se firmemente unidos, fundidos.

As suturas são classificadas segundo termos morfológicos determinados pelo tipo de juntura: - Serreada; - Escamosa; - Plana; - Sinostoses.




- Sutura Serreada:
É aquela na qual a borda dos ossos existe uma extremidade em forma de serra, que completam-se e unem-se com a extremidade de outro osso.




- Sutura Escamosa:
A extremidade de um osso, sobrepõe-se a outro os unindo, como se fossem escamas.





- Sutura Plana:
As suturas se unem harmoniosamente, se encaixam e juntam-se, com extremidades quase que retilíneas.






- Gonfoses:

Também chamada de articulação em cavilha, é uma articulação fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas cavidades alveolares na mandíbula e maxilas. O colágeno do periodonto une o cemento dentário com o osso alveolar.


..Sindesmoses

Nestas suturas o tecido interposto é também o conjuntivo fibroso, mas não ocorre nos ossos do crânio.



Imagens retiradas de : Artrologia